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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Sphenisciformes
Família: Spheniscidae
 Bonaparte, 1831
Espécie: S. magellanicus

Nome Científico

Spheniscus magellanicus
(Forster, 1781)

Nome em Inglês

Magellanic Penguin


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Quase Ameaçada

Fotos Sons

Pingüim-de-magalhães

O pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) é uma ave sphenisciforme da família spheniscidae, característico de águas temperadas. Estes animais são classificados no gênero Spheniscus juntamente com o pinguim-das-galápagos e o pinguim-de-humboldt.

Características

O pinguim-de-magalhães é uma ave de médio porte, medindo 65 a 75 cm; 4,5 a 6 kg. Partes superiores, cabeça, pescoço e asas negras. A maior parte dos exemplares apresenta na cabeça uma faixa branca, que passa por cima das sobrancelhas, contorna as orelhas e se une anteriormente no pescoço; partes inferiores brancas com uma faixa negra e fina contornando o peito e a barriga anteriormente. Os olhos, bico e patas são negros. Não apresenta dimorfismo sexual.
Imaturos não apresentam o desenho distinto no peito e variam muito na coloração.

Alimentação

Como todos os membros da sua ordem, o pinguim-de-magalhães alimenta-se no mar, à base de peixe, lulas, krill e outros crustáceos. Eles saem para caçar em pequenos bandos de 5 a 10 indivíduos e podem mergulhar até aos 90 metros de profundidade. Podem pescar logo além ou dentro da arrebentação.

Reprodução

Nidificam em grandes colônias na costa da Patagônia, Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. Durante a época de reprodução, que vai de Setembro a Fevereiro, os pinguins-de-magalhães formam casais monogâmicos que partilham a incubação e cuidados parentais. Os ninhos são construídos no chão à superfície ou em pequenas tocas. A fêmea põe dois ovos brancos que levam entre 39 a 42 dias a incubar. As crias são alimentadas por ambos os pais durante os dois meses seguintes, tornando-se independentes logo de seguida.

Hábitos

Pelágico, encontrados nas águas do sul do Atlântico e Pacífico, nas costas da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. Nem nas sua migrações se afastam muito da terra, permanecendo nos domínios da plataforma continental ( 60 a 100 km da costa ) onde há, em águas menos profundas, maior fartura de peixes ( sardinhas ) e outros organismos aquáticos. Podem nadar a uma velocidade de 36 a 40, fugindo dos Leões-marinhos e outros predadores.

Distribuição Geográfica

VS ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Vivem nas águas dos oceanos Atlântico e Pacífico sul, nas costas da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. Sob a influência do inverno ( maio a agosto ) chegam a costa brasileira do Rio Grande do Sul ao estado de Pernambuco (Pele na coleção da UFPE), principalmente os imaturos. É o pinguim mais comum na costa brasileira. As populações do oceano Pacífico podem chegar até o Peru.

Status de conservação: NT ( IUCN ).

Referências

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